terça-feira, 14 de junho de 2011

" Cadê o meu Joystick? "

Parte 2: “Você é o avatar”.

Essa parte vem a complementar a primeira, chegando ao ponto de análise do texto.

Agora, vamos nos atentar ao Kinect. Nele, o único dispositivo visto cruamente é o leitor sensorial, não há dispositivos de entrada (você manuseando algum mecanismo para conduzir seu avatar)- ultrapassa as fronteiras de uma simples “porta” para a máquina. Logicamente que se cria uma mecânica extensora que conduz o humano para o virtual- conveniente lembrar que estão sobrepostos, não opostos- todavia ela é completamente remodelada ao que tinha sido visto na cultura das mídias; grosso modo, pode ser resumido na frase: Você deve sentir, de alguma maneira, o que está ocorrendo. As capacidades sensoriais que o Kinect apresenta tornam o humano, literalmente, um ciborgue (certamente, mais do que ele já é).

Se com joystick a frase mais falada por usuários de games era “eu sou aquele boneco”- sua representação na tela por um personagem manipulado por você- aqui, essa frase tende a se ampliar para “eu corro e eu chuto”. Antes, o indivíduo não transparecia (e nem tinha como) os seus sentidos ao jogar- se acontecia, apenas virtualmente, e no personagem. Agora, suas ações e sentidos não são resumidos a um clique ou aperto de botão. Você é comparado, ou talvez até seja o seu personagem. O humano deve passar pelas mesmas situações que o personagem passa no jogo- “você deve sentir o que o seu personagem sente no jogo”. Ele deixa de exercer o papel de uma simples representação manipulada por você; falando a verdade, ele é você, e você é ele. Perceba como isso acontece: http://migre.me/53E1H

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