A humanidade, principalmente nas últimas décadas, segue, em passos desenfreados, rumo ao seu apogeu tecnológico. Esse apogeu até parece inatingível, utópico, quando pensamos em todas as coisas que nos são apresentadas à cada dia. Nestes mares, nunca antes navegados, de descobertas, aparecem aparelhos que revolucionam a vida de milhões de consumidores.
Um deles, com certeza, é o Kinect. Lançado para acompanhar e ser o principal diferencial do console de video game X Box 360º, da Microsoft, mostrou como é possível relacionar-se tão realísticamente com o mundo cibernético. Para nós, nascidos antes deste "boom" tecnológico, antes da chamada "Era Digital" chega a ser assustador a forma como vemos os games hoje se comparados aos consoles de décadas atrás.
No Kinect, por exemplo, os seus movimentos tornam-se completamente compatíveis com o que você está jogando no momento, cada ação que seu braço realiza, cada salto que você efetua, tudo é escaneado através do sensor com câmeras RGB e IR que reconhece não apenas você, tal como seu movimento e sua voz, mas todo o ambiente à sua volta. O mais impressionante é a capacidade de distinguir movimentos e vozes de pessoas diferentes, o que significa que você pode interagir com outras pessoas no mesmo jogo. Até mesmo o ambiente da seu cômodo é escaneado pelo sensor do Kinect e se a sua sala tiver dois sofás que limitem o espaço de jogo, ele envia um sinal para estreitar o espaço.
Para nós, que tecnicamente somos considerados imigrantes digitais, todas essas transformações até nos faz achar tudo isso muito estranho e acabamos, por não estarmos completamente habituados à elas, julgando-as positivamente ou negativamente. Portanto o que demoramos a entender é que elas não são nem boas nem ruins, apenas diferentes.
O kinect definitivamente, mesmo com todas as críticas de alguns fãs de games mais tradicionais, conseguiu revolucionar em um segmento que parecia não ter mais para onde crescer e mostrou, juntamente com o Wii, que foi-se o tempo em que jogar videogame era considerada uma atividade sedentária.
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